quarta-feira, 28 de março de 2012

O DECÁLOGO, DE KIÉSLOWSKI, NESTE SÁBADO. ENTRADA GRATUITA!



O Tela Tudo Clube de Cinema exibe neste sábado (31) os episódios I e X do DECÁLOGO, série televisiva do cineasta polonês Krzysztof Kiéslowski. Baseada nos dez mandamentos bíblicos e premiada em inúmeros festivais de cinema, a obra é um desafio para críticos pelos questionamentos que suscita nas diversas áreas do conhecimento humano. Seu eco é atemporal porque seu objeto é o homem. A sessão acontece às 14h30min, no Cine SESI Pajuçara. A entrada é gratuita.

No episódio I, um menino se questiona entre a visão racional e científica do pai e a crença religiosa de uma tia, enquanto calcula respostas para problemas cotidianos em um computador. No episódio X, dois irmãos afastados são obrigados a tomar medidas de segurança para proteger a inesperada herança do pai, um colecionador de selos que em vida mal se dedicou a família, mas construiu obsessivamente uma grande fortuna.

/Texto-convite

Um homem corre sobre o gelo, pára em frente a um edifício de concreto e olha para cima. A fachada, em forma de cruz, o engole apontando suas linhas para o infinito. Em um andar mais alto, uma luz azulada vaza até ser consumida pela noite. O homem tira uma lupa do bolso e olha para o relógio no pulso através dela. Uma mão toca seu ombro, os apartamentos se acendem - ele olha para dentro.

Em o Decálogo (1988), de Krzysztof Kiéslowski, um conjunto habitacional na Varsóvia (Polônia) é o espaço simbólico para uma jornada pelo comportamento humano e seus dilemas cotidianos mais profundos. Em uma livre adaptação dos dez mandamentos do Velho Testamento, a série de dez médias-metragens para a TV polonesa é uma obra densa e tão magnetizante que atingiu o lugar de obra-prima do cinema. De tão funda, se simplifica, de tão simples, se alarga.

Se cada um dos filmes fosse uma carta, poderíamos enxergar todo o baralho ao retirar em desordem qualquer uma delas. A quantidade e o volume de suas camadas mais produzem questões, invariavelmente desconcertantes, do que nos dão qualquer tipo de resposta. A nós e a seus personagens, a nós, seus personagens, certeiramente, assim como o homem misterioso onisciente que aparece em todos os dez filmes e nos suga para dentro da narrativa olhando para câmera no início do episódio I. O homem com olhos de abismo.

Originalmente, os filmes não receberam os nomes dos mandamentos, sendo os episódios identificados apenas por um número em algarismo romano. Assim como o edifício (o todo) e seus andares (as partes) são sempre uma referência ao fundo de qualquer plano exterior, somos conduzidos em uma ordem desordenada por todos eles, pois o que se vê, de fato, é o transpassamento das questões morais levantadas pelas dez palavras de Deus (Decálogo) e seu revezamento na linha de frente das narrativas alegóricas. Essa insistência, ou a persistência inteligente, se suaviza na acertada decisão de Kiéslowski em eleger diferentes miradas para a fotografia, pois cada episódio é assinado por um diretor.

As parábolas são contraditoriamente precisas para o conteúdo agnóstico da poesia de Kiéslowski. Característica já usada até mesmo com tom de acusação contra o cineasta, mas que deveria soar em consonância, pois parece sair daí o seu melhor cinema. Um cinema de confrontação, antes de tudo. O seu agnosticismo, ou o como quer que chamemos o escuro da sua abordagem metafísica, é sinceramente humano. Não acredita nem descrê, não nega a possibilidade.

Do princípio (alfa), o Decálogo I, somos atirados ao fim (ômega), o décimo. Entre eles, o abismo e suas pedras. Amor, ódio, ciúme, cobiça, inveja, a traição, o roubo, a desconfiança, a fé, a solidão, a amizade, o pressentimento, o desnorteamento orientado do acaso. O homem e suas falhas, suas destruições belamente construídas, a mesma fonte de onde saltam qualidades e defeitos, como a grama verde que nasce no meio do lodo na primeira imagem de toda a série.

No último episódio, as mãos estendidas para o ceú do irmão mais novo nos remetem ao número dez e aos braços infantis do menino do primeiro filme. Amarás a Deus sobre todas as coisas se une a Não cobiçarás coisas alheias. Por um momento, os dois irmãos sentem-se crianças novamente e pensam não ter problema algum. É que os homens precisam de tempo, mas este, naturalmente, não é uma garantia.

Tela Tudo Clube de Cinema convida para a exibição dos episódios I e X do Decálogo ou, universalmente, dos defeitos que sustentam o nosso edifício.

Outros filmes do diretor: http://www.imdb.pt/name/nm0001425/

/ ALFA E ÔMEGA: O DECÁLOGO (episódios I e X), de Krzysztof Kiéslowski
1989, 104 min, Polônia

QUANDO: 31 de março de 2012, SÁBADO, às 14h30min
ONDE: Cine SESI Pajuçara
ENTRADA GRATUITA
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos

REALIZAÇÃO
Tela Tudo Clube de Cinema

PARCERIA
Centro Cultural SESI

/créditos
Cartaz, banner e visual do site: Flora Paim
Texto-convite e edição de informações: Lis Paim

O TELA TUDO CLUBE DE CINEMA É FILIADO AO CONSELHO NACIONAL DE CINECLUBES BRASILEIROS. CINEMA É CULTURA.

sexta-feira, 23 de março de 2012

OS SIMPSONS





SINOPSE:

A série animada de maior duração da história, e o mais longo sitcom no horário nobre da televisão, OS SIMPSONS é também uma instituição cultural. Os Simpsons tem fãs em todo o mundo, principalmente por ser escrita de maneira inteligente, com um humor subversivo e deliciosamente engenhoso. A série foi elogiada pela crítica e ganhou inúmeros prêmios, inclusive um prêmio Peabody, dezessete prêmios Emmy, doze prêmios Annie, três prêmios Genesis, sete prêmios International Monitor e quatro prêmios Environmental Media. Em 14 de janeiro de 2000, a série ganhou uma Estrela na Calçada da fama em Hollywood. Os Simpsons residem na cidade de Springfield. Homer trabalha como inspetor de segurança na usina nuclear local; Marge tenta manter a paz na família; Bart é um garoto danado de 10 anos de idade; Lisa, com 8 anos, é inteligente, toca saxofone e segue dieta vegetariana; e a bebê Maggie manifesta as emoções sugando desesperadamente a chupeta. Os espectadores se apaixonaram pelo rico e sarcástico universo dos personagens que habitam Springfield. 25 de setembro de 2001 marcou o lançamento de OS SIMPSONS em DVD. Todos os 13 episódios da primeira temporada foram lançados com comentários de áudio de Matt Groening, James L. Brooks, Al Jean, produtores, escritores e diretores de animação.Também estão incluídos scripts originais, primeiros sketches e clips em línguas estrangeiras. Os Simpsons, criado pelo cartunista Matt Groening, surgiu inicialmente em 1987 como uma série de curtas de 30 segundos produzidos por Groening para a série de televisão "The Tracey Ullman Show." A reação dos telespectadores foi tão positiva que OS SIMPSONS evoluiu para um programa, estreando como um especial de Natal de meia hora em 17 de dezembro de 1989, e depois como série regular em 14 de Janeiro de 1990. "A TV me respeita. Ela ri comigo e não de mim." - Homer Simpson.

PERSONAGENS:

Homer Simpson
Marge Simpson
Maggie Simpson
Bart Simpson
Lisa Simpson

FICHA TÉCNICA:

Criador: Matt Groening ("Futurama").
Produtores/Estúdio: James L. Brooks, Matt Groening, Al Jean, Ian Maxtone-Graham e Matt Selman/Gracie Films Production e 20th Century Fox Television.
Música tema: Instrumental.
Estréia: 17/12/1989 (EUA)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Interiores ou 400 Anos de Solidão

Contemplado no edital Petrobras Cultural, o média-metragem Interiores ou 400 Anos de Solidão, de Werner Salles Bagetti, constrói um ensaio sonoro-visual a partir de personagens reais em cidades distintas do Sertão de Alagoas. O critério de escolha dos personagens segue uma característica comum: vivem em situações extremas, marcadas por problemáticas seculares Da região (água, trabalho, educação, infância). O filme mergulha sob uma perspectiva estético/existencial, no cotidiano dessas pessoas, elaborando uma narrativa a partir de um acompanhamento de suas ações, juntamente com um plano sonoro crescente, produzido a partir de entrevistas com outros viventes da região; capturando suas falas, sentimentos, pensamentos, sonhos, silêncios, ruídos, lendas, músicas e orações.           



SERVIÇO
O quê: Lançamento do documentário em média-metragem Interiores ou 400 Anos de Solidão, de Werner Salles Bagetti (o filme entra em cartaz, com sessões diárias de 23 a 29 de março, sempre às 18h30)
Onde: No Cine Sesi (Centro Cultural Sesi, Av. dr Antônio Gouveia 113, Pajuçara)
Quando: Na próxima quinta-feira, 22 de março, a partir das 21h.
Entrada franca
Informações para a imprensa: 9904-7770

http://interioresdoc.com.br/?page_id=36

quarta-feira, 21 de março de 2012

DANCIN' DAYS

No meu aniversário, ganhei o Box da novela e estou assistindo. Vale muito a pena conferir.




Trama/ Personagens:
- Dancin’ Days conta a história de Júlia Matos (Sônia Braga). Acusada de atropelar e matar um guarda-noturno, a personagem é condenada a 22 anos de prisão. Depois de cumprir metade da pena, ela consegue sair em liberdade condicional. Júlia tenta de todas as formas levar uma vida normal e se livrar do estigma de ex-presidiária. O primeiro desafio da personagem é reconquistar o amor da filha, Marisa (Glória Pires). A menina foi criada pela irmã de Júlia, Yolanda Pratini (Joana Fomm), e o seu marido Horácio (José Lewgoy), um casal conhecido da alta sociedade. Mas Yolanda, com medo de perder a sobrinha, dificulta a aproximação entre mãe e filha. A rivalidade entre as duas irmãs é o tema central da trama.
- A novela conta também a história de Franklin (Cláudio Correa e Castro), um advogado de sucesso, casado com Celina (Beatriz Segall). Franklin é pai de Beto (Lauro Corona) e Cacá (Antonio Fagundes). Cacá é um diplomata decepcionado com a profissão, que seguiu essa carreira por influência da mãe. É por ele que Júlia Matos se apaixona na história. Beto, o irmão mais novo, é o namorado de Marisa.
- Para se aproximar da filha, Júlia chega a usar uma outra identidade. Marisa, porém, é uma adolescente mimada, com temperamento rebelde e não recebe bem a mãe. Influenciada por Yolanda, a menina decide se casar com Beto. Júlia fica inconformada com a decisão da filha e, no dia do casamento, aparece bêbada na igreja, provocando uma grande confusão. Como estava em liberdade condicional, ela é novamente presa.
- Algum tempo depois, Júlia volta à liberdade, dessa vez, decidida a mudar completamente sua vida. Ela se casa com Ubirajara (Ary Fontoura), um homem rico e apaixonado por ela. Os dois viajam para a Europa e, quando a personagem retorna ao Brasil, é uma outra pessoa. A cena que marca a sua mudança acontece no capítulo 79, quando é inaugurada a discoteca Frenetic Dancin’ Days, do personagem Hélio (Reginaldo Faria). Numa das seqüências mais marcantes da novela, a personagem dá um show de dança na pista , ao lado de Paulete, deixando todos impressionados.
- A transformação da protagonista marca uma nova fase na história. O autor Gilberto Braga alterou o destino de alguns personagens. Yolanda, por exemplo, se separa de Horácio. Celina, mãe de Beto e Cacá, morre. E Marisa passa a enfrentar uma série de dificuldades no seu casamento com Beto.
- Outro personagem marcante em Dancin’ Days era Alberico Santos (Mário Lago). Ele, um homem sofisticado, típico morador do bairro de Copacabana, sobrevive das lembranças do passado e conta com a ajuda da filha Carminha (Pepita Rodrigues) para solucionar seus problemas financeiros.
- Apenas no último capítulo, a personagem Júlia consegue se reconciliar com a filha e com o seu grande amor, Cacá. As irmãs Júlia e Yolanda conseguem se entender após uma briga gravada no salão do Hotel Copacabana Palace. Elas se agridem fisicamente, dando tapas e puxando cabelos. No final, se aproximam, se abraçam e, chorando, pedem perdão uma à outra. A briga é uma das cenas mais marcantes da novela.
- Segundo Joana Fomm, durante a gravação da cena, ela e Sônia Braga se envolveram tanto que chegaram a se emocionar de verdade. Até mesmo porque a gravação coincidiu com o final da novela e, logo depois, todo o elenco iria se separar.
- Merece destaque a trama da personagem Áurea (Yara Amaral), uma dona de casa que enlouquece depois da morte do marido Anibal (Ivan Cândido). Internada em uma clínica psiquiátrica, é tratada com choques elétricos. A personagem é salva no final da novela graças ao jovem médico Raul (Eduardo Tornaghi), cujas teses faziam a defesa da chamada antipsiquiatria.
- Com Dancin’ Days, o autor Gilberto Braga inaugurou o seu estilo dramatúrgico, marcado pela crônica de costumes e pela discussão dos valores da classe média e das elites urbanas.

Produção:
- Mário Monteiro assinou a cenografia de Dancin’ Days. Para a trama, ele criou três cenários fixos: a discoteca, o apartamento de Yolanda e a casa de Celina e Franklin. Foram montados também nos estúdios da emissora vários cômodos: 12 quartos, quatro banheiros, 14 salas de jantar, 16 salas de estar, uma loja de antiguidades e uma academia de ginástica. Algumas gravações externas foram realizadas na discoteca Hippopotamus, no Rio de Janeiro.
- Os figurinos de Dancin’ Days foram assinados por Marília Carneiro. Para a mudança da personagem Júlia Matos, a figurinista lançou as meias lurex com sandálias de salto alto fino e criou uma calça de jogging de cetim com listras laterais, para completar o visual que consagrou a novela.
- Marília Carneiro chegou a fazer uma visita ao presídio feminino Talavera Bruce, em Bangu (RJ), para pesquisar a composição do visual da personagem Júlia Matos no início da trama. A atriz Sônia Braga teve os dentes escurecidos para reproduzir a aparência de uma mulher que passou mais de dez anos na penitenciária.

Curiosidades:
- O tema da novela foi sugerido pela autora Janete Clair para Gilberto Braga, depois que ela assistiu a um Globo Repórter sobre a vida de mulheres numa penitenciária.
- Dancin’ Days também foi inspirada em Os Embalos de Sábado à Noite, com John Travolta. O filme levou seis milhões de espectadores ao cinema e impulsionou o sucesso das discotecas na década de 1970.
- A Frenetic Dancin’ Days foi inserida na história da novela por causa do sucesso da discoteca criada na Gávea, no Rio de Janeiro, pelo produtor musical e jornalista Nelson Motta.
- A personagem Yolanda Pratini seria interpretada, inicialmente, por Norma Bengell. Porém, a atriz se desentendeu com Daniel Filho, e Joana Fomm, que faria Neide, a empregada de Celina, assumiu o papel. A atriz Regina Vianna foi chamada, então, para interpretar a personagem Neide.
- A novela foi tema de uma reportagem da revista norte-americana Newsweek, em novembro de 1978. A matéria destacava a influência da novela sobre os hábitos de consumo dos telespectadores, como, por exemplo, o sucesso das meias coloridas de lurex, na época, entre as mulheres.
- A história de Dancin’ Days mobilizou milhares de telespectadores em todo o Brasil. A novela, além de lançar modismos, acabou promovendo alguns produtos como águas de colônia, sandálias de salto fino e a boneca Pepa, companheira da personagem Carminha. A fábrica chegou a vender 400 mil unidades do brinquedo.
- Em janeiro de 1979, a socialite carioca Leda Castro Neves construiu uma discoteca em sua mansão na Barra da Tijuca e distribuiu convites nos quais conclamava fãs de Dancin’ Days a comparecerem vestidas como os personagens da novela e realizassem o sonho de participar de uma das noites de festa e diversão que eram mostradas a cada capítulo. Dezenas de colunáveis atenderam ao chamado e passaram a freqüentar a mansão dos Castro Neves. As mulheres vestiam peles de onça, calças de cetim, lamês e tecidos prateados semelhantes aos que a protagonista Júlia usava na novela.
- Os telespectadores freqüentemente confundiam com a realidade o que viam nos capítulos de Dancin’ Days. Joana Fomm recebia quase diariamente insultos e até propostas indecorosas por telefone, por conta das maldades de sua personagem, Yolanda. Em entrevista na época, Gilberto Braga confessou que até sua cozinheira havia batido o telefone na cara da atriz. “Ela possui um arsenal de informações que teoricamente a impediriam de fazer essa confusão. Ela me vê escrever a novela, dá uma olhadinha no final do capítulo às escondidas, conversa comigo.”, contou o autor. “No entanto, quando tentei sugerir que a Joana não tinha nada a ver com a Yolanda, ela respondeu: ‘Sei que o senhor é que escreve aquilo tudo, não sou burra. Bati o telefone outro dia por causa da cara de nojenta que ela fez quando a Júlia entrou no camburão da polícia. A cara não foi o senhor que escreveu, era dela mesmo.’”
- O ator Lauro Corona fez a sua estréia nas novelas da TV Globo com Dancin' Days.
- A novela foi apresentada em cerca de 40 países, entre eles: Argélia, Bélgica, Bolívia, China, Colômbia, Espanha, França, Polônia, Portugal e Uruguai. Na Itália, chegou a alcançar um público médio de quatro milhões de espectadores por capítulo. Foi, em 1986, a primeira novela brasileira a ser exibida no México, país com tradição na produção de teledramaturgia. A história foi apresentada pela rede de TV Televisa, uma das principais exportadoras de telenovela para o mercado internacional.
- No Brasil, Dancin' Days foi reapresentada entre outubro e dezembro de 1982.

Trilha Sonora:
- A música de abertura da novela, Dancing Days (“Abra suas asas / Solte suas feras / Caia na gandaia / Entre nessa festa”), foi composta por Nelson Motta e Ruban. Interpretada pelas Frenéticas, a música fez o maior sucesso nas rádios e discotecas de todo o país.
- Os dramas vividos por Sônia Braga no papel de Júlia Matos eram pontuados pelas músicas Amanhã, de Guilherme Arantes, e Antes que Aconteça de Renato Teixeira, interpretada por Marília Barbosa. João e Maria, música de Chico Buarque cantada por Nara Leão, foi o tema do romance entre Marisa e Beto. Outro sucesso da novela foi Copacabana, de Dick Farney, que entoava o saudosismo do personagem Alberico Santos.
- A trilha sonora internacional de Dancin’ Days vendeu quase um milhão de cópias.



segunda-feira, 19 de março de 2012

Divina Renda em exposição na Casa do Patrimônio do Iphan em Alagoas

A partir do dia 16 de março a cidade de Maceió, em Alagoas, poderá ver de perto os detalhes da Renda Irlandesa, um dos mais belos bens culturais de Sergipe, protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. A mostra Divina Renda estará em exposição na Casa do Patrimônio do Iphan-AL, de 17 de março a 8 de abril, de terça a domingo, de 11h às 17h. A Casa do Patrimônio fica na Rua Sá e Albuquerque, 157, Jaraguá. A iniciativa é uma parceria das superintendências do Iphan de Alagoas e Sergipe e do Governo do Estado de Sergipe.
A mostra Divina Renda surgiu do desejo de ampliar o universo de divulgação sobre o processo de registro da Renda Irlandesa e, também, de revelar um saber fazer intrínseco à comunidade de Divina Pastora, em Sergipe, onde esse rico artesanato representa uma importante atividade geradora de renda, mas, sobretudo, um elemento constitutivo de diferenciação e identidade.
Desenvolvida em núcleos expositivos, mostra Divina Renda destaca uma imbricada rede de saberes, existente em torno da elaboração da renda irlandesa e desperta nos visitantes emoções diversas, como parte do processo educativo de reconhecimento identitário, culminando com possibilidades de fomento a políticas públicas de valorização do fazer da renda.

Serviço:Mostra Divina Renda
Data da abertura: 16 de março de 2012, às 19h
Visitação: de terça a domingo, de 11h às 17h
Local: Espaço de Exposições Temporárias da Casa do Patrimônio do Iphan-AL
Rua Sá e Albuquerque, 157 – Jaraguá – Maceió.
Informações: Iphan

Amar de amor, amor de amor - Lupe Cotrin




Em mim sonhas um mar, um horizonte murmuravas. Ao ver-me rio e vento sabes que ao ser apenas lago e fonte és imóvel, e sou teu movimento. E sonhei mais. Que em volta do teu rio fosse eu contorno e no teu vento eu fosse a flexível resposta de um navio saciando essa procura que te trouxe. E sonhei mais ainda, pois sonhei também que me sonhavas. Descobri que nem mesmo sonhaste o que te amei.
Na manhã do teu rio em que me apago ficaram, desse sonho onde vivi, as águas tristes que não foram lago.
Que o amor assim perdido se conforme e renasça na forma de outro amor, embora sem ser meu. Que se transforme num sorriso distante desta dor. Que as mãos, assim crispadas pelo sonho, repousem finalmente na verdade aceita e compreendida em que disponho os limites da estreita realidade. Que o rumo onde te amava e me perdia em tristeza tão grande não incorra sobrevivendo a altura em que eu vivia. Que poesia e não lágrimas escorra dos meus olhos. No sonho já desperto seja água a responder ao teu deserto.
Pouco sabes de mim. Hoje percebo que o segredo mais puro do que sou vos é desconhecido. É um arremedo apenas do que sinto o que vos dou. Se é receio vos largar o coração, talvéz eu tema. Sei o que é silêncio, a magia de compor a solidão uma outra vez. E sei que não convenço vossa distância em minha entrega. Perto ou longe, sois limite próprio. Surda é em vós essa paixão em que desperto um arrepio que vossa paz perturba. E intensa me contenho e mais não faço para atrair-vos ao céu que vos disfaço.
Tudo acabou, bem sei, mas não importa. Não é só de futuro que amor vive. O tempo em que se amou não mais se corta de nós; ainda sou muito do que tive. Nessa entrega também me pertenci. Tive dois corpos, duas almas, em braços mais longos envolvi o mundo. Nasci de nós, por isso levo-te em meus traços. Não pesa que a verdade foi momento, a presença tão breve e o desconexo desse sonho. Restou-me o sentimento em que de novo te surpreendo em mim. E o que foi belo, imóvel num reflexo me enriqueceu de haver amado assim.


QUARESMA: TEMPO DE CONFISSÃO...



Por: » Rodrigo Rios é diácono e jornalista
Foto: Beto Souza


Estamos vivenciando um tempo de preparação para a Páscoa, ao qual chamamos de Quaresma, por ser um retiro de quarenta dias em que a Igreja clama pela intensidade do jejum, da caridade e da oração. Neste tempo, as filas do confessionário aumentam, pois os fiéis desejam celebrar a paixão, morte e ressurreição reconciliados com Deus.

É interessante notar que em contrapartida, existem ainda inúmeras pessoas ditas “religiosas” não reconhecedoras do valor do sacramento da reconciliação e outras que tratam a confissão com profundo desdém. Provavelmente o leitor deve ter escutado ou mesmo ser adepto da ideia “confesso-me diretamente com Deus”. E então, as páginas do Evangelho se rasgam...

Sim, inúmeros textos das Sagradas Escrituras colocam o mandato de Jesus Cristo aos seus apóstolos para perdoarem os pecados, basta ler Jo 20, 22-23; Mt 9,6; Mt 18,18; 2 Cor 5,18. No tempo hodierno, seus sucessores (bispos) e colaboradores (padres) continuam essa missão. São fundamentos claros da vontade de Deus para nós.

Algumas vezes questionei alguns amigos que não acreditam na confissão. “Como vocês sabem que Deus vos perdoou?”. E eles respondiam apenas que “achavam” terem sido perdoados, pelo fato de Deus escutar a oração.

Refleti então no valor do sacramento. Na confissão realizada com um padre, não se acha que houve o perdão. Tem-se a certeza! E esta é uma experiência na qual quem a faz se sente tão agraciado que mal consegue expressar.

Atualmente, a Igreja Católica vive um novo despertar do Sacramento da Confissão, afirma Dom Gianfranco Girotti, oficial vaticano, ao falar neste mês em um seminário de especialização na confissão onde participaram em Roma mais de 700 sacerdotes de 84 países. Ainda, segundo o prelado, apesar de a sociedade experimentar um persistente enfraquecimento do sentido do pecado, “nos últimos tempos muitos fiéis vivem o sacramento dentro de uma nova dimensão”.

De fato, só quem se reconhece pecador é capaz de acreditar na força graça de Deus manifestada na misericórdia deste Sacramento.

Porém, analisar-se, exige maturidade, exige honestidade... por isso, quem se confessa, se reconcilia e cresce espiritualmente. Por que? Porque se encontra em Deus. 


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