sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Simples assim!

Olha lá, o sol tá caindo
como o riso em luz pra você
Viu? Não é só dor!
Viu? Não é só tristeza, não.
Oswaldo Montenegro



Foto tirada em Jaraguá ao entardecer, o sol parecia incendiar aquele bairro, fiquei emocionado, nossa cidade é muito linda.


Pensar em Coisas Lindas (Oswaldo Montenegro)



Quando anoitece no Vale Encantado,
fica só um fiozinho de luz vermelha
lá no horizonte.
E todas as crianças do mundo param pra ver o pôr do sol.
Ah, o Deus das fadas fica tão triste se a gente deixa
de ver o pôr do sol!
A linha vermelha, puxa uma carruagem cheia de estrelas,
onde está a Deusas dos Sonhos e seu pó mágico,
que faz a gente sonhar coisas lindas...
Quando vocês estiverem tristes, pensem em coisas lindas:
balas, travessuras, carinho, carrinho, beijo de mãe,
brincadeira de queimado, árvore de Natal,
árvore de jabuticaba, céu amarelo, bolas azuis,
risadas, colo de pai, história de avó...
Quando vocês forem grandes e acharem que a vida não é linda
pensem em coisas lindas.
Mas pensem com força, com muita força,
porque aí o céu vai ficar cheio de vacas gordas amarelas,
cachorro bonzinho, bruxa simpática,
sorvete de chocolate, caramelos e amigos
Vamos, vamos lá! Vamos pensar só em coisas lindas!
Brincar na chuva, boneca nova, boneca velha, bola grande,
mar verde, submarino amarelo, fruta molhada, banho de rio,
guerra de travesseiro, boneco de areia, princesas,
heróis, cavalos voadores...
Ih! Já tá anoitecendo no Vale Encantado!
Dorme em paz, minha criança querida
Vamos pensar em coisas lindas até amanhecer.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Bette Midler

Cantora, atriz, comediante, ganhadora de diversos prêmios tais como: Globo de Ouro, Grammy, Tony e duas vezes indicada ao Oscar. A atriz e cantora norte-americana é até conhecida entre seus fãs como The Divine Miss M. (“A Divina Srta. M.”). 
Dona de uma voz privilegiada ela também fez um sucesso enorme como cantora, sendo inclusive considerada uma das dez maiores popstars da década nos EUA.

Nas telas transita como poucas entre dramas e comedias tanto no cinema como na televisão, chegando a ter uma série própria chamada de Bette que infelizmente devido aos compromissos da cantora durou uma só temporada.
 Filmes mais marcantes: A Rosa, Amigas para Sempre (assisti umas 15 vezes), Para Eles com Amor, Clube das Desquitadas, Por Favor Matem Minha Mulher, Cuidado com as Gemêas, Que Sorte Danada e por aí vai, esses são os que eu mais gosto.
 As músicas são inúmeras tanto as dos filmes quanto de seus discos, vou indicar essas duas mais tem milhares de outras espero que gostem tento quanto eu que sou apaixonado por ela.
 From a Distance:


To Deserv You:



terça-feira, 8 de novembro de 2011

Dica de Filme: A Pele Que Habito



Há uma estranha subversão em A Pele que Habito. Primeiro, de Almodóvar em relação a si mesmo. Onde aquelas cores, a exuberância, a alegria que se mescla com tanta graça à tristeza de viver? Aqui, pelo contrário, temos um discurso frio, de cores atenuadas, mais propícias ao suspense terrível construído a partir de Mygale, um romance de Thierry Jonquet publicado em 1984, e a referência bastante explícita a Les Yeux Sans Visage, de Georges Franju (1959).
Segundo, subversão da própria maneira de apreciação deste filme que, ao contrário de outros como Tudo Sobre Minha Mãe, Fale com Ela ou Volver, que se dão de imediato e nos conquistam cara, não causa tanta impressão à primeira vista, mas permanece com o espectador, como que trabalhando às escuras, em seu inconsciente. É um Almodóvar frio, e sabiamente terrível, como talvez nunca tenhamos visto.
Também à primeira vista, estão aí os temas caros ao diretor, como a mudança de sexo, as relações de poder, etc. Mas esses elementos se dispõem de outra forma, numa espécie de melodrama gelado, cruel e inquietante.
Claro que tudo vem do personagem de Antonio Banderas, o cirurgião plástico em busca de uma terrível vingança, mas também de uma mulher idealizada. Vera (Elena Anaya) construída a partir de Vicente, é retrabalhada, à exaustão e de maneira cirúrgica, para corresponder a uma imagem perdida. Impossível também não se lembrar de Hitchcock e sua obra-prima, Um Corpo que Cai, com o personagem Scottie, de James Stewart, buscando na outra a imagem perdida de Madeleine (Kim Novak). Há isso em A Pele que Habito, mas como que potencializado por um toque perverso a mais. Uma outra volta do parafuso.
Claro que existem toda a sorte de leituras psicanalíticas possíveis para essa história. A mais plausível, talvez, diga respeito ao mistério sobre o corpo próprio, o corpo sexuado, a diferença entre os sexos. O transexual seria o que tem a melhor ideia do funcionamento desse corpo, pois, por assim dizer, já esteve nas duas margens do rio. Pode-se pensar, por ignorância, que esta seja uma questão contemporânea, privativa de uma época em que a cirurgia para troca de sexo já virou quase rotineira. Mas basta pensar na mitologia e em Aristófanes, citado no Banquete, de Platão, sobre o ser andrógino que estaria na origem dos sexos; separado, esse ser uno teria dado origem ao macho e à fêmea, ao homem e à mulher. A androginia, vista assim, seria expressão da nostalgia de um estado original, inscrito no inconsciente coletivo, que ganha sua forma poética na mitologia.
Almodóvar trata, de maneira ficcional, todas essa questões difíceis de serem colocadas em palavras. A Eva futura se constrói por subtração e vive na nostalgia da forma original mítica, que é a união dos sexos. Por trabalhar, ainda que de maneira parcial, essas questões atemporais,A Pele que Habito fica remoendo no inconsciente do espectador. Uma lição de abismo.

A mais linda Árvore de Natal




Eu sei que o Natal ainda tá distante, eu sei, mas, quando vi essa árvore de natal fiquei impressionado, é a mais linda que eu já vi. Hahahahaha
Vou montar uma dessas aqui em casa.

Pontes Entre Nós - Pedro Abrunhosa



Eu tenho o tempo
Tu tens o chão
Tens as palavras
Entre a luz
E a escuridão...
Eu tenho a noite
E tu tens a dor
Tens o silêncio
Que por dentro
Sei de cor...
E eu e tu
Perdidos e sós
Amantes distantes
Que nunca caiam
As pontes entre nós...
Eu tenho o medo
Tu tens a paz
Tens a loucura
Que a manhã
Ainda te traz...
Eu tenho a terra
Tu tens as mãos
Tens o desejo
Que bata em nós
Um coração...
E eu e tu
Perdidos e sós
Amantes distantes
Que nunca caiam
As pontes entre nós...(2x)
Que nunca caiam
As pontes entre nós!
Que nunca caiam
As pontes entre nós!

Justiça à Poesia


O Projeto Justiça à Poesia está contado neste vídeo, produzido, com muito profissionalismo, pela Secretaria Geral da Presidência do TRT19, com texto de autoria de Simone Moura Mendes, sob a narração de Oscar de Melo. Divulguem!!!!!!